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Liturgia

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22 de Março de 2015

Comentário ao Evangelho

«Se morrer, dá muito fruto»

Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI, Papa de 2005 a 2013)

Ser cristão é, em primeiro lugar e sempre, erradicar o egoísmo que vive apenas para si mesmo, a fim de entrar numa enorme orientação fundamental da vida para o outro. Todas as grandes imagens bíblicas traduzem, essencialmente, esta realidade. A imagem da Páscoa […], a imagem do êxodo […], que começa com Abraão e que continua a ser uma lei fundamental ao longo de toda a história sagrada – todas elas são expressão desse mesmo movimento fundamental que consiste em abandonar uma existência voltada para si mesma. O Senhor Jesus afirmou essa verdade da maneira mais profunda na lei do grão de trigo, a qual mostra que esta lei fundamental não só domina toda a história, como marca desde o início toda a criação de Deus: «Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, lançado à terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.» Na sua morte e na sua ressurreição, Cristo cumpriu a lei do grão de trigo. Na Eucaristia, no pão de trigo, Ele tornou-Se verdadeiramente o fruto centuplicado (Mt 13,8) de quem vivemos, ainda e sempre. Mas, no mistério da Santíssima Eucaristia, onde permanece para sempre Aquele que é verdadeira e plenamente «para nós», Ele convida-nos a entrar, dia após dia, nesta lei que, no fundo, não é senão a expressão da essência do amor verdadeiro […]: sair de si mesmo para servir os outros. O movimento básico do cristianismo não é, em última análise, senão o simples movimento do amor pelo qual participamos no amor criador do próprio Deus.

fonte: evangelhoquotidiano.org

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